A existência de poços de petróleo no fundo do mar e o uso de superpetroleiros para o transporte desse produto têm dado origem a acidentes que espalham grandes quantidades de petróleo no oceano.
O petróleo é composto principalmente de vários hidrocarbonetos e, em porcentagens menores, também nitrogênio, enxofre e oxigênio, o que acaba causando um impacto devastador e difícil de ser calculado sobre o ecossistema aquático , como a morte de plantas , peixes e aves marinhas.Estima-se, porém , que esses grandes acidentes são responsáveis por apenas 5 % dos danos ambientais causados pelo petróleo. O grande dano ao ambiente, 95% é causado por pequenos vazamentos de óleo , de motor de barcos e de carros, que são levados pela chuva e alcançam o mar.
O petróleo mata primeiro o plâncton, ou seja, os microrganismos vegetais e animais dos quais os peixes se alimentam. Dessa forma, ocorre uma reação em cadeia: Os peixes do fundo do mar que se alimentam de resíduos acabam sendo envenenados, e morrem; A luz do sol é bloqueada, assim as algas não realizam mais a fotossíntese (reação em que se retira o gás carbônico (CO2) e libera-se oxigênio (O2) para o ambiente).
O resultado é que os peixes da superfície morrem por falta de oxigênio ou morrem intoxicados pelo óleo vazado; Substâncias tóxicas se acumulam nos tecidos de mamíferos, tartarugas e peixes, causando distúrbios reprodutivos e cerebrais; As penas das aves ficam impregnadas de óleo e elas acabam afundando e morrendo afogadas; Mangues próximos têm as raízes de suas árvores impregnadas pelo petróleo e assim elas morrem. Peixes, crustáceos e outros animais, que vivem próximo ao mangue, morrem pela falta destas árvores.
O que mais preocupa é que os acidentes por grandes petroleiros polui sim o meio ambiente e causa esta grande catástrofe; entretanto, a maior parte da poluição é causada por pequenos vazamentos de óleo, de motores de barcos e de carros, que são levados pela chuva até os mares e oceanos. Assim, o impacto destes vazamentos sobre o ecossistema aquático é devastador e muito difícil de ser calculado. Estima- se, porém, que 30% do petróleo espalhado na superfície do mar evapore naturalmente em cerca de dois dias, e o que fica para trás forma uma camada espessa e praticamente insolúvel que impede o fitoplâncton e outras plantas marinhas de realizar a fotossíntese. Com o tempo , esse resíduo insolúvel, aderido ao fitoplâncton já sem vida a outros sedimentos mais densos, começa a afundar .
Enquanto afunda, vai matando algas, peixes , moluscos e corais, até se depositar no fundo do oceano como um ''tapete'' impermeável. Felizmente existe possibilidade da biodegradação natural , um processo capaz de remediar o estrago, mas que pode se alongar por muitos anos . Nesse processo, algumas bactérias e fungos degradam os hidrocarbonetos presentes no petróleo.



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