quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Xisto
A tecnologia que vem sendo classificada como revolucionária consiste na perfuração de poços horizontais, a partir de poços verticais (de cada poço vertical derivam vários horizontais, em diversas direções), e no fracionamento da rocha sedimentar por meio de explosões controladas, seguido de injeção de uma mistura de água, areia e produtos químicos.
A extração do gás de xisto, diz o geólogo Olavo Colela Junior, da Agência Nacional de Petróleo (ANP), é feita diretamente da chamada rocha fonte (ou rocha mãe, ou rocha geradora), a formação geológica básica para que haja hidrocarboneto no subsolo de uma região. "Resta saber se no Brasil ela tem condições de fracionamento", diz Colela. Ele explica que essas condições são definidas pela profundidade em que a rocha fonte está localizada.
No Rio Grande do Norte ,por exemplo, onde há campos maduros que em tese poderiam produzir o gás, a rocha fonte tem localização muito profunda. Segundo especialistas, no Paraná onde a A tecnologia que vem sendo classificada como revolucionária consiste na perfuração de poços horizontais, a partir de poços verticais (de cada poço vertical derivam vários horizontais, em diversas direções), e no fracionamento da rocha sedimentar por meio de explosões controladas, seguido de injeção de uma mistura de água, areia e produtos químicos.
A extração do gás de xisto, diz o geólogo Olavo Colela Junior, da Agência Nacional de Petróleo (ANP), é feita diretamente da chamada rocha fonte (ou rocha mãe, ou rocha geradora), a formação geológica básica para que haja hidrocarboneto no subsolo de uma região. "Resta saber se no Brasil ela tem condições de fracionamento", diz Colela. Ele explica que essas condições são definidas pela profundidade em que a rocha fonte está localizada.
No Rio Grande do Norte, por exemplo, onde há campos maduros que em tese poderiam produzir o gás, a rocha fonte tem localização muito profunda. Segundo especialistas, noParaná, onde a Petrobras produz pequena quantidade de óleo e gás há várias décadas a partir de reservas de xisto betuminoso, a rocha fonte também é muito profunda.
O gás de xisto foi inicialmente saudado pelos ambientalistas americanos como uma alternativa de energia limpa ao carvão, usado para geração elétrica. Hoje se debate nos Estados Unidos e no mundo os problemas ambientais decorrente da sua produção - risco de contaminação do lençol freático por produtos químicos, o uso intensivo de água e até a ocorrência de pequenos abalos sísmicos nas áreas exploradas. A Françaproibiu a tecnologia do fracionamento hidráulico produz pequena quantidade de óleo e gás há várias décadas a partir de reservas de xisto betuminoso, a rocha fonte também é muito profunda.
O gás de xisto foi inicialmente saudado pelos ambientalistas americanos como uma alternativa de energia limpa ao carvão, usado para geração elétrica. Hoje se debate nos Estados Unidos e no mundo os problemas ambientais decorrente da sua produção - risco de contaminação do lençol freático por produtos químicos, o uso intensivo de água e até a ocorrência de pequenos abalos sísmicos nas áreas exploradas. A França proibiu a tecnologia do fracionamento hidráulico.
O Xisto e a Tecnologia
A tecnologia que vem sendo classificada como revolucionária consiste na perfuração de poços horizontais, a partir de poços verticais (de cada poço vertical derivam vários horizontais, em diversas direções), e no fracionamento da rocha sedimentar por meio de explosões controladas, seguido de injeção de uma mistura de água, areia e produtos químicos.
A extração do gás de xisto, diz o geólogo Olavo Colela Junior, da Agência Nacional de Petróleo (ANP), é feita diretamente da chamada rocha fonte (ou rocha mãe, ou rocha geradora), a formação geológica básica para que haja hidrocarboneto no subsolo de uma região. "Resta saber se no Brasil ela tem condições de fracionamento", diz Colela. Ele explica que essas condições são definidas pela profundidade em que a rocha fonte está localizada.
No Rio Grande do Norte, por exemplo, onde há campos maduros que em tese poderiam produzir o gás, a rocha fonte tem localização muito profunda. Segundo especialistas, no Paraná, onde a Petrobras produz pequena quantidade de óleo e gás há várias décadas a partir de reservas de xisto betuminoso, a rocha fonte também é muito profunda.O gás de xisto foi inicialmente saudado pelos ambientalistas americanos como uma alternativa de energia limpa ao carvão, usado para geração elétrica. Hoje se debate nos Estados Unidos e no mundo os problemas ambientais decorrente da sua produção - risco de contaminação do lençol freático por produtos químicos, o uso intensivo de água e até a ocorrência de pequenos abalos sísmicos nas áreas exploradas.
A França proibiu a tecnologia do fracionamento hidráulico.
Hulha
A hulha é um
carvão mineral resultante da madeira fossilizada que apresenta um alto teor de
carbono (cerca de 80%) em relação a madeira recém-extraída.
Destilação seca da
hulha
A destilação seca da hulha – que é feita na ausência de ar e aproximadamente 1100°C – da origem a três frações de grande valor comercial, como mostra a tabela a seguir:
Fração
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Constituição
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Aplicações
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Gasosa
(20%)
|
É constituída basicamente de 49% de gás
hidrogênio, H2(g), 34% de metano, CH4(g), e 8% de monóxido de carbono, Co(g),
além de outros gases em menor proporção.
|
É usada como combustível e como gás de
iluminação (gás de rua).
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Líquida
(5%)
|
Águas
amoniacais: constituídas de
substancias nitrogenadas, como aminas*, hidróxido de amônio, NH4OH, e sais de
amônio, entre os quais nitrato de amônio, NH4NO3, e sulfato de amônio, (NH4)2SO4.
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Usadas principalmente na fabricação de
fertilizantes agrícolas.
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Alcatrão
de hulha é a maior fonte natural de obtenção
de compostos aromáticos, como benzeno, tolueno, fenol, naftaleno, anilina,
entre outros.
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Usadas como matéria-prima na fabricação
de plásticos, tintas, produtos de limpeza, medicamentos, entre outros.
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Sólida
(70%)
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Constituída basicamente de carvão coque.
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Utilizado principalmente na indústria siderúrgica,
na obtenção do aço.
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Teor de álcool na gasolina
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) determina que o teor de etanol na gasolina deve estar entre 22% e 26% em volume. Um teor maior ou menor do que esse compromete a qualidade do produto.
Essa porcentagem já vem adicionada na gasolina; porém, relatam-se casos de pessoas que querem lucrar mais e, para tal, acabam adicionando mais etanol (que é mais barato) na gasolina.
Como determinar, então, qual é o teor de álcool na gasolina?
A seguir, temos um experimento simples que pode ser feito para realizar essa determinação:
Pegue uma proveta de 100 mL e adicione 50 mL de gasolina;
Em seguida, acrescente 50 mL de água e agite bem;
Deixe em repouso por alguns minutos e observe o que ocorre.
Você notará que o volume da fase aquosa que ficará na parte inferior aumentará. Isso ocorrerá porque o etanol que antes estava na gasolina foi extraído pela água. Assim, o volume de álcool pode ser calculado pela diferença entre o volume inicial da mistura de gasolina com álcool e o volume final (correspondente apenas à gasolina). O resultado é obtido por meio da leitura dos volumes na proveta após a adição de água.
O cálculo da porcentagem do teor de álcool na gasolina pode ser determinado pela expressão:
Petroquímica
A petroquímica é a atividade industrial de produção de derivados de petróleo, normalmente a partir da separação dos componentes do petróleo por destilação. No Brasil, o petróleo é encontrado em águas oceânicas profundas, o que encarece a sua extração. O maior estado produtor é o Rio de Janeiro, na Bacia de Campos, cuja contribuição é de quase 75%. A cidade-base de exploração desse mineral é Macaé. A petroquímica cresceu muito nesse último século, com a necessidade de fins mais lucrativos para diversos produtos, como por exemplo o algodão, o marfim, a madeira, etc. A indústria de plástico, chamada de indústria da 3ª geração, é uma indústria que sobrevive do petróleo e seus gases. Os países com indústrias petroquímicas de maior porte são os Estados Unidos, Canadá, as potências européias e o Japão.
Destilação Seca da Madeira
A destilação de um sólido, feita sem solvente é chamada de destilação seca. São três as frações recolhidas quando destilamos a madeira:Quando este processo é aplicado à madeira, compreende duas fases do aquecimento: a primeira vai até aproximadamente 230ºC, quando ocorre a secagem da madeira e a segunda é a destilação propriamente dita que, a partir desta temperatura (230ºC), torna-se espontânea, não devendo ultrapassar 350ºC, visto que, na destilação, a queima é incompleta . 1º Fração – Gasosa
Fase Gasosa: constituída principalmente de metano, eteno, monóxido de carbono, dióxido de carbono e vapor de água.
Fase Oleosa (baixa densidade): óleo essencial.
2º Fração – Líquida
Fase Aquosa: ácido pirolenhoso, constituído principalmente de: água, ácido acético e acetona.
Fase Oleosa (alta densidade): alcatrão constituído principalmente de fenóis de alto peso molecular.
3º Fração – Sólida
Constituída na sua maior parte de Carvão. Experimentalmente (quando utilizado o esquema de aparelhagem padrão para este método), podemos verificar após o aquecimento com chama fraca a obtenção das frações (acima) contidas na madeira.
Inicialmente, após a secagem total da madeira, observa-se uma fumaça no interior do tubo de ensaio e o desprendimento de gases inflamáveis, pois, ao aproximar um palito de fósforo aceso na extremidade do capilar é possível verificar o aparecimento de um “flash” e a combustão dos gases.
Na segunda fração é fácil notar a formação do ácido pirolenhoso: é um líquido amarelado obtido da destilação, que fica depositado no tubo de ensaio (próximo à saída) e no kitassato.
O alcatrão é um líquido muito viscoso e pardo que fica na parte superior do tubo de ensaio (na região da chama).
Além destes também obtemos como produto final o carvão, este por sua vez fica concentrado na parte inferior do tubo (onde a chama se encontrava) e como todos nós sabemos este é um material de cor preta que quebra-se facilmente virando pó.
Madeira
A madeira pode ser definida como sendo o tecido lenhoso das árvores, ela é o principal produto mercantil florestal. É obtida do corte das árvores, é preciso que a extração seja feita em florestas controladas, onde apenas uma pequena fração das árvores é cortada para evitar o desmatamento em larga escala. Após o corte, as árvores têm seus galhos removidos e são cortadas novamente em diagonal antes de serem transportadas para tratamento adicional. Ao chegar à serralheria, os cortes de madeira são convertidos em pranchas de tamanho diversificado e recebem um tratamento com conservantes para prolongar sua vida útil.
A utilização da madeira em grande escala se deve à razão entre a sua resistência e o seu peso que são altos, por isso é um excelente material de construção. Possui propriedades como durabilidade e solidez que são essenciais para estruturas resistentes. Além disso, a madeira é muito fácil de ser trabalhada, objetos que exigem um trabalho artesanal como mobílias, instrumentos musicais, artigos de arte e painéis são trabalhados em madeira.
A madeira dá origem à matéria-prima da indústria do papel: a chamada polpa de celulose, que é o principal ingrediente do papel. A celulose é extraída da polpa da madeira, praticamente qualquer árvore pode ser utilizada para produzir celulose. Além do papel, é ainda usada na obtenção de produtos químicos como: rayon, alcatrão, tanino e acetato de celulose, produtos usados para fabricar tintas e no curtimento de couro.
Quando a celulose é tratada com ácido nítrico e sulfúrico, produz vários nitratos como, por exemplo, o trinitrato de celulose, também conhecido como algodão pólvora, utilizado na fabricação de explosivos.
A gasolina
Os compostos principais da fração gasolina são alcanos normais e alcanos ramificados, que possuem de 5 a 10 átomos de carbono.O índice de octano de uma gasolina é a porcentagem de isooctano e n-heptano, que tem as mesmas características de detonação que a gasolina.Nos cilindros de motores de combustão interna, pode acontecer a detonação ─ combustão prematura da gasolina, durante a compressão exercida pelo pistão.
Foi estabelecida uma escala para medir a tendência à detonação de uma gasolina. Nessa escala, atribui-se ao isooctano(2,2,4-trimetil-pentano), que detona apenas a compressões elevadas, o índice 100; ao n-heptano, que detona a compreensão muito baixa, foi atribuído o índice zero. Assim, uma gasolina com índice de octano 80 possui as mesmas características de detonação que uma mistura de 80% de isooctano e 20% de n-heptano.
Quanto maior é o índice de octanagem, maior é a compressão que a mistura gasolina-ar suporta no motor, sem detonação prematura; portanto, melhor é a qualidade da gasolina. Dos aditivos que aumentam a octanagem da gasolina, o mais importante é o chumbo tetra-etila ou tetra-etil-chumbo [Pb(C2H5)4], mas ele causa sério impacto ambiental e, por isso, não é mais utilizado.
Com relação à octanagem, sabe-se que:
- alcanos ramificados têm índices de octano maior que alcanos normais;
- ciclanos têm índice de octano maior que alcanos normais;
- alcenos têm índice de octano maior que alcanos correspondentes;
- hidrocarbonetos aromáticos têm índice de octano muito alto.
Melhoria de Qualidade da Gasolina :
Para aumentar o índice de octano na fração gasolina,submetem-se os alcanos dessa fração a processos de isomerização e aromatização.
No processo de isomerização, alcanos normais são transformados em alcanos isômeros ramificados, o que aumenta o índice de octano.
No processo de aromatização, alcanos normais são trans formados em hidrocarbonetos aromáticos de elevado índice de octano.
A alquilação, nesse caso, consiste na adição de um alcano a um alceno.
A dimerização consiste, nesse caso, na adição de duas moléculas de alceno.
O Petróleo
Substância oleosa e inflamável, o petróleo é a principal fonte de energia na atualidade. O fato de ser um recurso esgotável, aliado ao seu grande valor econômico, fizeram com que esse combustível se tornasse um elemento causador de grandes mudanças geopolíticas e socioeconômicas em todo o mundo.
Acredita-se que o petróleo tenha se formado há milhões de anos em razão da decomposição dos seres que compõem o plâncton, decomposição esta causada pela pouca oxigenação e pela ação de bactérias. Assim, esses seres decompostos teriam se acumulado no fundo dos mares e lagos.
Composto principalmente por hidrocarbonetos alifáticos, alicíclicos e aromáticos, o petróleo é um óleo menos denso que a água, com coloração que pode variar desde o castanho-claro até o preto. Além de servir como base para a fabricação da gasolina, principal combustível para automóveis, vários outros produtos, como gás natural, GLP, nafta, querosene, lubrificantes, etc., são derivados do petróleo.
Por ser a principal fonte de energia do planeta, o petróleo já foi motivo de algumas guerras, como a Primeira Guerra do Golfo, a Guerra Irã-Iraque, a luta pela independência da Chechênia e a invasão estadunidense no Iraque, em 2003. Sem dúvida, a existência de petróleo é um sinônimo de riqueza e poder para um país. O combustível se tornou ainda mais valorizado após a criação da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que nasceu com o fim de controlar preços e volumes de produção e pressionar o mercado
Atualmente, os dez maiores produtores de petróleo do mundo são: Rússia, Estados Unidos, Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Venezuela, México e Inglaterra.
Refino do Petróleo
Quando o petróleo é retirado do subsolo, na sua forma bruta, ele vem cheio de impurezas. Para retirar essas impurezas, primeiramente se usam duas técnicas físicas de separação de misturas. Uma delas é a decantação, que consiste na separação dos componentes de uma mistura pela diferença de suas densidades. Como o petróleo é menos denso que a água, com o tempo a água tende a ficar na parte inferior; e o petróleo na parte superior, separando-se.
Outra técnica física é a filtração, a qual é constituída pela passagem da mistura por um filtro ou malha fina que retém as partículas maiores. Nesse caso, podem ser retidas impurezas sólidas como a areia e a argila.
No entanto, não se fazem apenas técnicas de separação física, mas também um refino do petróleo. O petróleo é composto de uma mistura complexa de hidrocarbonetos e o seu refino transforma essa mistura em frações mais simples com menor diversida de componentes, denominadas frações do petróleo.
O petróleo é uma mistura de centenas de hidrocarbonetos com pontos de ebulição muito próximos, por isso não é possível separar cada um desses componentes um a um. Já as frações do petróleo apresentam diferentes faixas de pontos de ebulição, assim é mais fácil separar o petróleo em grupos ou misturas de hidrocarbonetos, formados por um número menor de substâncias.
Entretanto, visto que a constituição do petróleo pode variar dependendo do seu tipo e origem, antes de se realizar o refinamento, o petróleo passa por um exame laboratorial para que se saiba com maior precisão a sua curva de destilação, ou seja, a temperatura que se deve operar para separar as frações desejadas.
Nas refinarias, os processos físicos e químicos mais utilizados para o refinamento do petróleo são:destilação fracionada, destilação a vácuo, craqueamento térmico ou catalítico e reforma catalítica. Vejamos cada um desses:
1.Destilação Fracionada: baseada na temperatura de ebulição das frações. O petróleo é colocado em um forno, fornalha ou caldeira, e ligado a uma torre de destilação que possui vários níveis, também chamados de pratos ou bandejas. Conforme vai aumentando a altura da torre, a temperatura de cada bandeja vai diminuindo.
O petróleo é aquecido até a sua ebulição, então os vapores dos compostos vão subindo pela torre. Os hidrocarbonetos com moléculas maiores permanecem líquidos na base da torre. Os mais leves são vaporizados e vão subindo pela coluna até atingirem níveis de temperaturas menores que o seu ponto de ebulição, e assim se condensam e saem da coluna.
Abaixo é mostrado um esquema (imagem) que representa o processo de destilação fracionada e algumas frações que são obtidas por meio dessa técnica, como gás, gasolina e querosene.

2. Destilação a vácuo: as frações que não foram separadas na etapa anterior são colocadas em outro tipo de torre de destilação;a diferença consiste na pressão, que é inferior à pressão atmosférica. Isso possibilita que as frações mais pesadas entrem em ebulição em temperaturas mais baixas. Com isso, suas moléculas de cadeia longa não se quebram.
Nessa etapa são recolhidas frações, como graxa, parafinas e betume.
3.Craqueamento térmico ou catalítico (Crackingou Pirólise): o termo “craqueamento” vem do inglêsto crack, que significa “quebrar”. E é exatamente isso que é feito nesse processo, ocorre a quebra de moléculas longas de hidrocarbonetos de elevada massa molar em outras de cadeia menor e massa molar mais baixa. É um processo importantíssimo que permite que a partir de um único composto se obtenham vários compostos de moléculas menores, que são usados para várias finalidades.
O craqueamento pode ser térmico ou catalítico. O térmico é feito submetendo-se o petróleo a altas temperaturas e a elevadas pressões. Já o catalítico não necessita disso, mas apenas da presença de catalisadores (e é feito na ausência de oxigênio).
Essa etapa é feita para aumentar o aproveitamento e rendimento do petróleo e conseguir suprir as demandas mundiais cada vez maiores de petróleo e seus derivados. Por exemplo, se a demanda por gasolina aumentar, uma refinaria pode transformar óleo diesel ou querosene em gasolina.
4 .Reforma Catalítica (Reforming): nesse processo se reformulam ou reestruturam as moléculas dos derivados do petróleo, podendo transformar hidrocarbonetos de cadeia normal em cadeia ramificada, pela isomerização, ou pode-se também transformar hidrocarbonetos de cadeia normal em hidrocarbonetos de cadeia cíclica ou aromáticos.
Esse processo é importante, pois permite melhorar a qualidade da gasolina, sendo que quanto mais ramificações e cadeia cíclicas e aromáticas o hidrocarbonetos tiver, melhor será o desempenho da gasolina nos motores dos automóveis.
Outra técnica física é a filtração, a qual é constituída pela passagem da mistura por um filtro ou malha fina que retém as partículas maiores. Nesse caso, podem ser retidas impurezas sólidas como a areia e a argila.
No entanto, não se fazem apenas técnicas de separação física, mas também um refino do petróleo. O petróleo é composto de uma mistura complexa de hidrocarbonetos e o seu refino transforma essa mistura em frações mais simples com menor diversida de componentes, denominadas frações do petróleo.
O petróleo é uma mistura de centenas de hidrocarbonetos com pontos de ebulição muito próximos, por isso não é possível separar cada um desses componentes um a um. Já as frações do petróleo apresentam diferentes faixas de pontos de ebulição, assim é mais fácil separar o petróleo em grupos ou misturas de hidrocarbonetos, formados por um número menor de substâncias.
Entretanto, visto que a constituição do petróleo pode variar dependendo do seu tipo e origem, antes de se realizar o refinamento, o petróleo passa por um exame laboratorial para que se saiba com maior precisão a sua curva de destilação, ou seja, a temperatura que se deve operar para separar as frações desejadas.
Nas refinarias, os processos físicos e químicos mais utilizados para o refinamento do petróleo são:destilação fracionada, destilação a vácuo, craqueamento térmico ou catalítico e reforma catalítica. Vejamos cada um desses:
1.Destilação Fracionada: baseada na temperatura de ebulição das frações. O petróleo é colocado em um forno, fornalha ou caldeira, e ligado a uma torre de destilação que possui vários níveis, também chamados de pratos ou bandejas. Conforme vai aumentando a altura da torre, a temperatura de cada bandeja vai diminuindo.
O petróleo é aquecido até a sua ebulição, então os vapores dos compostos vão subindo pela torre. Os hidrocarbonetos com moléculas maiores permanecem líquidos na base da torre. Os mais leves são vaporizados e vão subindo pela coluna até atingirem níveis de temperaturas menores que o seu ponto de ebulição, e assim se condensam e saem da coluna.
Abaixo é mostrado um esquema (imagem) que representa o processo de destilação fracionada e algumas frações que são obtidas por meio dessa técnica, como gás, gasolina e querosene.
2. Destilação a vácuo: as frações que não foram separadas na etapa anterior são colocadas em outro tipo de torre de destilação;a diferença consiste na pressão, que é inferior à pressão atmosférica. Isso possibilita que as frações mais pesadas entrem em ebulição em temperaturas mais baixas. Com isso, suas moléculas de cadeia longa não se quebram.
Nessa etapa são recolhidas frações, como graxa, parafinas e betume.
3.Craqueamento térmico ou catalítico (Crackingou Pirólise): o termo “craqueamento” vem do inglêsto crack, que significa “quebrar”. E é exatamente isso que é feito nesse processo, ocorre a quebra de moléculas longas de hidrocarbonetos de elevada massa molar em outras de cadeia menor e massa molar mais baixa. É um processo importantíssimo que permite que a partir de um único composto se obtenham vários compostos de moléculas menores, que são usados para várias finalidades.
O craqueamento pode ser térmico ou catalítico. O térmico é feito submetendo-se o petróleo a altas temperaturas e a elevadas pressões. Já o catalítico não necessita disso, mas apenas da presença de catalisadores (e é feito na ausência de oxigênio).
Essa etapa é feita para aumentar o aproveitamento e rendimento do petróleo e conseguir suprir as demandas mundiais cada vez maiores de petróleo e seus derivados. Por exemplo, se a demanda por gasolina aumentar, uma refinaria pode transformar óleo diesel ou querosene em gasolina.
4 .Reforma Catalítica (Reforming): nesse processo se reformulam ou reestruturam as moléculas dos derivados do petróleo, podendo transformar hidrocarbonetos de cadeia normal em cadeia ramificada, pela isomerização, ou pode-se também transformar hidrocarbonetos de cadeia normal em hidrocarbonetos de cadeia cíclica ou aromáticos.
Esse processo é importante, pois permite melhorar a qualidade da gasolina, sendo que quanto mais ramificações e cadeia cíclicas e aromáticas o hidrocarbonetos tiver, melhor será o desempenho da gasolina nos motores dos automóveis.
Quais os danos reais que um vazamento de petróleo causa ao meio ambiente ?
A existência de poços de petróleo no fundo do mar e o uso de superpetroleiros para o transporte desse produto têm dado origem a acidentes que espalham grandes quantidades de petróleo no oceano.
O petróleo é composto principalmente de vários hidrocarbonetos e, em porcentagens menores, também nitrogênio, enxofre e oxigênio, o que acaba causando um impacto devastador e difícil de ser calculado sobre o ecossistema aquático , como a morte de plantas , peixes e aves marinhas.Estima-se, porém , que esses grandes acidentes são responsáveis por apenas 5 % dos danos ambientais causados pelo petróleo. O grande dano ao ambiente, 95% é causado por pequenos vazamentos de óleo , de motor de barcos e de carros, que são levados pela chuva e alcançam o mar.
O petróleo mata primeiro o plâncton, ou seja, os microrganismos vegetais e animais dos quais os peixes se alimentam. Dessa forma, ocorre uma reação em cadeia: Os peixes do fundo do mar que se alimentam de resíduos acabam sendo envenenados, e morrem; A luz do sol é bloqueada, assim as algas não realizam mais a fotossíntese (reação em que se retira o gás carbônico (CO2) e libera-se oxigênio (O2) para o ambiente).
O resultado é que os peixes da superfície morrem por falta de oxigênio ou morrem intoxicados pelo óleo vazado; Substâncias tóxicas se acumulam nos tecidos de mamíferos, tartarugas e peixes, causando distúrbios reprodutivos e cerebrais; As penas das aves ficam impregnadas de óleo e elas acabam afundando e morrendo afogadas; Mangues próximos têm as raízes de suas árvores impregnadas pelo petróleo e assim elas morrem. Peixes, crustáceos e outros animais, que vivem próximo ao mangue, morrem pela falta destas árvores.
O que mais preocupa é que os acidentes por grandes petroleiros polui sim o meio ambiente e causa esta grande catástrofe; entretanto, a maior parte da poluição é causada por pequenos vazamentos de óleo, de motores de barcos e de carros, que são levados pela chuva até os mares e oceanos. Assim, o impacto destes vazamentos sobre o ecossistema aquático é devastador e muito difícil de ser calculado. Estima- se, porém, que 30% do petróleo espalhado na superfície do mar evapore naturalmente em cerca de dois dias, e o que fica para trás forma uma camada espessa e praticamente insolúvel que impede o fitoplâncton e outras plantas marinhas de realizar a fotossíntese. Com o tempo , esse resíduo insolúvel, aderido ao fitoplâncton já sem vida a outros sedimentos mais densos, começa a afundar .
Enquanto afunda, vai matando algas, peixes , moluscos e corais, até se depositar no fundo do oceano como um ''tapete'' impermeável. Felizmente existe possibilidade da biodegradação natural , um processo capaz de remediar o estrago, mas que pode se alongar por muitos anos . Nesse processo, algumas bactérias e fungos degradam os hidrocarbonetos presentes no petróleo.



Química e Saúde
Radicais Livres
Segundo dizem, o oxigênio carrega em si o paradoxo da vida e da morte. O processo de respiração, indispensável a toda espécie de vida aeróbica, formas radicais livres, espécies químicas altamente reativas que podem destruir células sadias, causando envelhecimento e ate mesmo algumas doenças degenerativas.Toda atividades celular requer energia que é obtida principalmente pela queima da glicose a partir de alimentos como açucares complexos e amidos. A queima da glicose em presença de oxigênio é uma reação exotérmica (que libera energia) denominada reação aeróbica.
1C6 H12 O6 (s) + 6 O2(g) CO2(g) + 6 H2O(l)
A quebra das ligações entre átomos na molécula de glicose e a respectiva formação de gás carbônico e água com liberação de energia acaba formando diversas espécies químicas intermediarias e instáveis que, se não orem imediatamente neutralizadas , podem reagir com qualquer substancia do organismo causando efeitos nocivos e indesejáveis.
Estima-se que, na cadeia respiratória, 98% do O2 seja reduzindo a água e aproximadamente 2% formem radicais livres, espécies químicas instáveis que possuem um elétron desemparelhado e, por isso, reagem ativamente com qualquer molécula que estiver na proximidade, podendo exercer duas funções: receptores de elétrons (agentes redutores).
No organismo humano, os radicais livres se repetem com proteínas, lipídios (óleos e gorduras), DNA (que contem as informações genéticas do individuo) e açucares.
As reações provocadas pelos radicais livres se repetem indefinidamente, levando ao envelhecimento precoce, a morte celular e as consequentes doenças degenerativas que vão da catarata ao câncer.
Porem a formação de radicais livres tem seu lado positivo. Justamente por atacarem diversas moléculas de modo violento e não seletivo , os radicais livres podem ser uteis.
Por exemplo, quando um corpo estranho consegue entrar no organismo (como um vírus, uma bactéria ou uma partícula de poeira), são adicionadas as células do sistema imunológico (leucócitos), cuja estratégia de defesa se baseia no potencial destruidor dos radicais livres.
O invasor e atacado primeiro pelos neutrófilos (células do grupo dos leucócitos), que liberam grandes quantidades de radicais superóxido (um tipo de radical livre) através de suas membranas. Logo em seguida, vem os macrófagos, que envolvem o corpo estranho e o bombardeiam com mais superóxido, além de enzimas que destroem o invasor.
Os radicais livres também são capazes de reagir o LDL, chamado mau colesterol (um tipo de gordura) que circula no sangue. Esse colesterol oxidado chama atenção dos macrófagos, que o trarão como um corpo estranho.
Como não se pode evitar a produção constante de radicais livres, por causa da respiração as células produzem enzimas (catalisadores de reações bioquímicas) para combate-los. Essas enzimas controlam a ação radicais livres, mas com idade, o organismo humano perde a capacidade de produção; além disso, vários fatores externos contribuem para aumentar a produção de radicais livres, Entre eles: tabagismo , bebidas alcoólicas, excesso de exercícios físicos, exposição a poluentes atmosférico, raios solares, rios x, ingestão excessivas de gorduras, frituras e carnes vermelhas.
Portanto é preciso ajudar o organismo a se prevenir da ação dos radicais livres adotando uma alimentação rica em antioxidantes, ou seja, substancias que reagem com radicais livres neutralizando sua ação no organismo.
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